A Nanotecnologia

A nanotecnologia é uma área da ciência que vem sendo desenvolvida a décadas, tendo sido conceituada conforme conhecemos hoje no final de 1959 por Richard Feynman, durante uma palestra na American Physical Society. O termo “nanotecnologia” foi usado pela primeira vez por norio taniguchi em 1957 e baseava seu significado em máquinas que tivessem níveis de tolerância inferiores a um mícron (1.000 nm). A nanotecnologia trata do entendimento e controle dos fenômenos físicos e químicos, além da produção, caracterização e manipulação de materiais com dimensões nanométricas, incluindo nanoprodutos e nanopartículas que constituem os átomos, moléculas, macromoléculas, pontos quânticos e conjuntos macromoleculares. As nanopartículas possuem três dimensões inferiores a 100 nm e os nanomateriais são considerados aqueles, com pelo menos uma de suas dimensões inferior a 100 nm.

O desenvolvimento de materiais e dispositivos em tamanhos nanoscópios oferece benefícios específicos, como a economia de matéria-prima e de insumos nas diversas etapas que compõem a cadeia produtiva. Além disso, a grande diversidade de aplicações em diversas áreas da ciência, como por exemplo, a biodistribuição de nanopartículas de fármacos na área biomédica, e a produção de compósitos especiais na área de materiais tecnológicos. Tais vantagens transformaram a nanotecnologia em uma área de pesquisa ativa e de grande interesse.

Há mais de 30 anos, vários laboratórios no mundo desenvolvem pesquisas objetivando a miniaturização de produtos, sobretudo de sistemas eletrônicos e nanoparticulados. Esse avanço foi possível graças a alguns acontecimentos ocorridos a partir da década de 1980, tais como: a descoberta dos fulerenos por Robert Curl, Harold Kroto e Richard Smaley, em 1985; a publicação do livro de Eric Drexler, Enginesof Creation, que efetivamente popularizou a nanotecnologia, em 1981; o feito de Donald Eigler ao escrever o nome IBM, com átomos individuais do elemento químico xenônio (Xe), em 1989 e a síntese dos nanotubos de carbono e do grafeno, ambas formados por átomos de carbono, por Sumio Lijima, no Japão, em 1991 e por André Geim, na Inglaterra, em 2004, respectivamente.

O desenvolvimento de equipamentos capazes de caracterizar materiais em escalas nanométricas, como o microscópio de tunelamento (STM) criado por Gerd Binning e Heinrich Roher em 1981, permitiu a criação e processamento de imagens de átomos individuais. Outra grande criação foi o microscópio de força atômica (AFM) em 1986 por Binning, Quate e Gerber, que permite a produção de imagens de superfícies condutoras e não condutoras. Tais invenções permitiram diversas mudanças na indústria em todo o mundo, principalmente em relação a materiais mais resistentes e de menor custo, em aplicação na construção de dispositivos eletroeletrônicos.

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